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Resenha: Jogos Vorazes

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Título: Jogos Vorazes
Título Original:
The Hunger Games
Editora:
Rocco - Jovens Leitores
Ano:
2011
Páginas:
397
Sinopse:
Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?





Postada por: Fernando Antônio

Em Julho de 2011 ainda estava abalado pois minha saga favorita (Harry Potter) estava chegando ao fim nos cinemas e precisava de algo pra ocupar a mente. Depois de ler alguns comentários da Lara Gutierrez (já que geralmente as indicações dela são ótimas.. apesar que vim a descobrir mais tarde que ela estava elogiando e fanatizando um livro que nem tinha lido!) no twitter. Eu coloquei o livro no iPad e tentei ler durante uma viagem de 7 horas de avião, coisa que não deu muito certo e terminei desistindo temporariamente do livro. Alguns dias mais tarde e com calma eu tentei novamente e preciso dizer que o livro deslizou pela minha mente de tão rápido que eu li! 

Me apaixonei pelo livro logo quando li o inicio, a protagonista Katniss Everdeen é provavelmente a primeira mulher em um livro escrito em primeira pessoa que consegui "sintonizar", não que a escrita seja boa, já que não é. Suzanne Collins parece ter preguiça de construir seu próprio mundo alternativo  ao contrario da forma que escreve os pensamentos da personagem.

Jogos Vorazes é uma clara critica a o mundo atual em que endeusamos a mídia e vivemos dependente dela. Para tratar mais diretamente do assunto somos jogados num reallity show (que da nome ao livro) onde adolescentes devem lutar até a morte. Temos obviamente acontecimentos politicos pré estabelecidos na trama que tratam de explicar de onde surgiram os jogos e assim criando o motim para as seqüências. Algumas coisas me parecem forçadas no livro como detalhes muito oportunos como por exemplo a personagem ser a única caçadora (ok.. não a única, mas uma das poucas) a saber usar um arco e flecha em todo um distrito!  Então seguindo a historia já parecia claro que Katniss estava destinada a ganhar os jogos, afinal ela é a protagonista! Só parecia pois quanto mais proximo o livro se aproxima do final mais incerto tudo isso parece.

Katniss é o filtro perfeito da historia, vemos tudo por seu ponto de vista então se ela tem suspeita de alguém nos também acabamos tendo. A mente de Katniss é muito clara e manipuladora e podemos ver isso durante um momento em que ela é forçada a fingir que esta apaixonada por Peeta, o outro tributo do seu distrito, para conseguir remédios. Vemos o quão tudo é conflitante naquele momento, vemos que ela não o ama, no mesmo momento que gosta dele e que tem que convencer a todos que ele é a coisa que mais importa pra ela.

A de se notar que o livro também usa o cérebro de Katniss para imaginar o que está ocorrendo de fora da arena ao lembrar de outros jogos vorazes. Ela mesma reflete seus movimentos e os movimentos da capital; falando da capital não posso deixar de destacar o quão o povo de lá é interessante, exóticos que chegam a passar a sensação de ingenuidade, mas ao ver os tributos se matando a pena de nada serve.

O final do livro parece uma releitura política de Romeu e Julieta e é muito bom, inteligente e impactante e nem acho que precisava de uma continuação. Sendo assim eu indico a todas as pessoas, ele não se foca no enfadonho romance (que não tecnicamente nem pode ser considerado romance), é violento no ponto certo,  bem desenvolvido e é criativo, algo raro hoje em dia, e para os preguiçosos de plantão que acham que só porque tem o filme não precisa ler o livro não sabe o que tão perdendo já que o livro além de tudo é bem curto (provavelmente pela preguiça da escritora em escrever coisas com mais detalhes... risos)!



nanomag

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