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Resenha: Em Chamas - Jogos Vorazes (Livro 2)

Título: Em Chamas - Jogos Vorazes (Livro 2)
Título Original: Catching Fire - The Hunger Games (Book 2)
Editora: Rocco - Jovens Leitores
Ano: 2011
Páginas: 413
Sinopse: Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.



Com a adaptação cinematográfica chegando (hoje começa oficialmente a venda de ingressos para a estreia), e sendo considerado por muitos o filme mais esperado do ano, o Estante está postando em homenagem a esse grande sucesso a resenha do segundo livro da trilogia Jogos Vorazes - Em Chamas.

Sendo o meu livro favorito da série, eu tenho todo o prazer em escrever sobre ele. A história se inicia com o retorno de Katniss e Peeta, após uma improvável e surpreendente vitória na 74ª Edição dos Jogos Vorazes, em que pela primeira vez na história, deu a vitória para dois campeões. Ambos estão mais distantes que nunca um do outro, depois de realizarem a turnê da vitória, sorrindo para as câmeras e se ignorando completamente quando estão sozinhos.

O interessante nessa turnê é sentir a revolução se formando. Katniss e Peeta são os rostos da rebeldia, e por isso a Capital precisa exterminá-los, ou então usá-los, que é o que eles fazem com a turnê, a fim de fazer com que Panem acredite que os dois estão do lado da Capital. Mas ainda assim, a centelha foi acesa, e não há mais como apagar.

Ao retornar para o Distrito 12, Katniss reencontra um saudoso (e insosso, sem graça, chato) Gale - partindo ainda mais o já quebrado coração de Peeta - e então ocorre uma aproximação que acaba em um beijo (momento terrível e que eu espero que seja bem rápido no filme porque ninguém merece Gale e Katniss). Vários incidentes e rebeldias ocorrem de maneira que cada vez mais Katniss vai enterrando o próprio túmulo para a Capital.

Em resumo, tudo contribui para que Peeta e Katniss sejam exterminados, já que a ideia de fazê-los parecer concordantes com a política ditatorial da Capital não dá certo, então a 75ª Edição dos Jogos Vorazes traz uma surpresa. E é aí que realmente começa a história do livro. Depois de páginas e páginas de tortura, ocorre o dia da Colheita. Ocorrendo o que se chama de Massacre Quaternário (evento que acontece a cada 25 anos), a edição dos jogos terá um diferencial. E este ano será trazer de volta para a arena apenas ex-campeões de edições passadas dos jogos. Deixando para o Distrito 12 duas opções masculinas - que, claro, em seu eterno altruísmo Peeta assumirá para ele a responsabilidade - e apenas uma opção feminina: Katniss Everdeen. Esse definitivamente é um dos melhores momentos da saga, e eu espero que o filme faça jus, e eu acredito que fará, tendo em vista o potencial dramático de Jennifer Lawrence. Katniss sente um enorme peso por dentro e pensa "Vou voltar para a Arena". E, sinceramente, você sente quase que como se fosse VOCÊ que também estivesse encarando esse destino tão sombrio.

Acho que o mais magnífico desse livro é porque a partir desse momento que a Katniss entende que o que resta para ela é que não resta nada, que é muito improvável que ela sobreviva uma segunda vez o que já era ridículo imaginar sobreviver uma. Ela passa a ser uma pessoa muito melhor e a realmente valorizar o que deve ser valorizado, principalmente ao Peeta, que daria tudo por ela. Ela decide, a partir de então, que ele sim é digno de sobreviver, se alguém tem que viver entre eles dois (o que ela acha muito difícil, mas mesmo assim tentará), que seja ele. Acho que foi quando eu senti uma simpatia pela Katniss, porque eu particularmente não acho que ela seja uma grande heroína. Ela é crua demais, fria demais, para ser admirável. E me desculpem mas eu prefiro os "Peetas" da vida.

O período que eles passam fazendo marketing proporcionou alguns dos melhores momentos da série. Momentos em que a Katniss é quase uma garota normal, vivendo uma vida normal. Ela está à flor da pele, tentando viver o que ela sabe que não vai mais ter direito em bem pouco tempo, não se importando mais com nada, não se importando mais em ser a Katniss mãe-de-família que tem que ser uma mãe para irmã e para a própria mãe, sendo apenas uma menina de 17 anos, apaixonada, vivendo um amor. E daí saem cenas que eu espero MUITO que não fiquem de fora do filme como quando o Peeta fala que gostaria de poder congelar o momento que ela está no colo dele enquanto ele lhe faz carinho, e ela aceita. Aceita como nunca aceitou antes. E esquece de tudo.

Nesse segundo livro alguns personagens muito importantes para a série são introduzidos, como o Finnick e a Johannah, que serão personagens que acompanharão Katniss até o fim. Finnick é um dos personagens mais queridos da trilogia, sem dúvida, e Johannah é um personagem meio duvidoso, ela é durona como a Katniss, e muitas vezes chega a ser cruel. Existe algo que acontece no final de "A Esperança" que fez ela cair em meu conceito, a Katniss caiu também, mas depois é explicado o que ela estava planejando, agora a Johannah não, o que ela faz, era realmente o que ela sentia, e eu achei uma falta de caráter extrema (acho que quem leu vai entender, é sobre uma votação).

Os momentos na arena de Em Chamas, mesmo sendo bem menor que a de Jogos Vorazes, que é mais da metade do livro (Em Chamas parece que não vai chegar nunca na arena), é bem mais eletrizante - até porque tem menos tempo para acontecer as coisas - e muito mais bem planejada e pensada. O esquema do relógio é incrível, e eu me arrepio até hoje de lembrar.

Eu, uma eterna romântica (na maioria das vezes), não posso deixar de ressaltar a cena mais linda de Katniss e Peeta que acontece na praia em que ele diz que ninguém sentiria sua falta se ele morresse, já ela tinha toda a família e o Gale. Então a Katniss finalmente pensa a coisa mais linda que ela já pensou em três livros "Percebo que apenas uma pessoa ficará irreversivelmente devastada com a morte de Peeta. Eu." (e aí acontece o beijo, que graças a Jennifer e ao Josh eu sei que eles ficaram comendo meleca um do outro na gravação, haha).

O final de "Em Chamas" é, sem dúvida, avassalador, o final perfeito para puxar e deixar o público extremamente curioso para o próximo. Espero que sigam perfeitamente, porque é desesperador e extremamente enervante, é quase um "to be continued". Espero muito que esteja fiel no filme.


Então é isso, galera! Bora comprar nossos ingressos e aguardar a FINALMENTE a estreia de Em Chamas, da nossa querida trilogia! CORRE NEGADA! haha

Bora assistir agora o trailer do filme só para dar um gostinho! :)


"Em Chamas" estreia nos cinemas nacionais dia 15 de Novembro!



nanomag

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