
Com um episódio bem focado em um nível emocional mais profundo do que já mostrado na série, Arrow tem seu segundo episódio da terceira temporada. Um episódio super elétrico, com a presença das já rotineiras - e maravilhosas - cenas de ação, com uma dose extra das partes emocionais que já estamos acostumados. Essa junção foi responsável por 40 minutos de pura adrenalina.
Com Sara acabando de ser assasinada por um novo cosplay de Oliver Queen, toda a equipe encontra-se desestabilizada. Sara, pelo que me lembre, foi a primeira morte do grupo e isso pode ter causado um certo receio em todos os integrantes, com destaque à Oliver, que demonstrou um certo medo de acabar como a ex-companheira, ao mesmo tempo em que se forçava a ficar sempre em um personagem que criara para si mesmo. Sendo esse invencível e à prova de quaisquer emoções que possam entrar em seu caminho.
Foi em Felicity que notamos a maior carga emocional de sofrimento. A garota não escondia por um segundo sua tristeza por uma colega que morrera e ainda tentava levar Oliver a aceitar que toda a situação estava sim acabando com ele e que era necessário que esboçasse algum sentimento, afinal, ele nunca foi um robô. Simultaneamente, encontra-se fugindo do novo presidente da antiga empresa de Oliver. No final a garota acaba cedendo e voltando ao seu "antigo emprego". Não queria terminar sua vida trancafiada em um esconderijo de um vigilante.
Mudando o tópico para Laurel, vemos o sofrimento de alguém que acaba de perder a irmã por uma segunda vez, em situação igualmente terrível. A mulher não consegue se controlar e aqui temos o que parece ser o estopim para o que pode levar ao momento que todos esperam: a entrada de Robin como Canário, posição antes ocupada por Sara. Se não fosse por intervenção de Oliver, Laurel teria matado um homem que julgava ser o assassino da irmã. Não orgulhosa de suas ações, a garota acaba agradecendo Oliver por toda a ajuda.
