Resenha | Invisível
By João 9/03/2014 08:17:00 PM David Levithan , Invisível , resenha
Título Original: Invisibility
Autores: David Levithan e Andrea Cremer
Editora: Galera Record
Ano: 2014
Páginas: 322
Sinopse: Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth. Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à opção sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo... Ela o vê!
Stephen, desde que nasceu, é invisível. Ele não sabe o que causou isso, mas segue a vida do seu jeito. Sua mãe faleceu há cerca de um ano e seu pai, que também não o vê, foi embora, mas continua mandando dinheiro para que ele consiga se sustentar. Tudo muda quando Elizabeth se muda para o prédio em que ele mora, pois ela consegue vê-lo.
Por ser um livro contemporâneo com esse fator fantástico, que é a invisibilidade do personagem, Invisível lembra bastante Todo Dia, de David Levithan, onde o personagem principal acordava todo dia em um corpo diferente. Nos dois livros, esse fator possibilitou a exploração da relação dos personagens em um cenário incomum e bastante interessante. Mas, em Invisível esse relacionamento não é bem explorado.
Esse livro tinha tudo para ser um livro incrível, mas, os autores seguiram o rumo errado, em minha opinião. Em Todo Dia, David Levithan não explicou o que causava a troca de corpos do protagonista. Já em Invisível, ele e Andrea Cremer se preocuparam mais em desenvolver esse plot do que a relação de Stephen e Elizabeth. E foi aí que o livro perdeu o encanto. Nas cem primeiras páginas, o foco foi o relacionamento dos personagens e como a invisibilidade de Stephen interferia nele. Até aí o livro estava ótimo. Mas, como eu disse, os autores inventaram uma explicação para tudo aquilo, transformando o livro em uma fantasia.
Além disso, essa parte fantástica da história não convenceu. Claro que, mesmo não gostando do rumo tomado, eu ainda queria saber como a história terminaria e como tudo seria resolvido. Mas a explicação dada pelos autores não foi muito boa.
Uma coisa que me agradou no livro foi o seu bom humor. Apesar de todo o drama do personagem, algumas partes da história foram bem divertidas. Principalmente por causa de Elizabeth e seu irmão, Laurie. As conversas dos dois sempre tinham boas tiradas e também algumas referências a livros e séries, o que sempre é legal.
O livro é narrado em primeira pessoa, alternando entre os pontos de vista de Stephen e Elizabeth, o que dá uma boa dinâmica para a história. Apesar de não ser tão fácil de distinguir qual autor escreveu qual parte, eu adorei a escrita. Não sei se David e Andrea intercalaram os capítulos (como foi feito em Will & Will, parceria de Levithan e John Green), mas gostei bastante.
Enfim, o livro não chega a ser ruim, mas poderia ter sido muito melhor. Eu tinha uma ideia do livro quando comecei a lê-lo, e acabou que o livro era totalmente diferente do que eu esperava.
Resenha - Todo Dia
By João 2/02/2014 05:38:00 PM David Levithan , Every Day , resenha , Todo Dia
Título: Todo Dia
Título Original: Every Day
Autor(a): David Levithan
Editora: Galera Record
Ano: 2013
Páginas: 280
Sinopse: Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.
Tudo muda quando ele habita o corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A imediatamente se apaixona por ela. Eles passam um dia perfeito, tanto para ele quanto para Rhiannon, que não era muito correspondida por Justin. Ele sempre parecia não ligar para o relacionamento dos dois, e ela ficou feliz com a súbita mudança dele. Apesar das dificuldades, como o fato de A acordar todo dia em um lugar diferente e de Rhiannon não saber de sua existência, ele começa a tentar se encontrar com ela todos os dias.
Título Original: Every Day
Autor(a): David Levithan
Editora: Galera Record
Ano: 2013
Páginas: 280
Sinopse: Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.
O livro conta a história de A, um ser sem sexo definido que acorda todo dia em um corpo diferente. Esse corpo pode ser de qualquer pessoa, desde que ela tenha a mesma idade de A, que tem dezesseis anos. A é assim desde que nasceu e se acostumou com isso. Ele pode acessar as memórias da pessoa da qual está habitando e tenta não interferir em sua vida.
Tudo muda quando ele habita o corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A imediatamente se apaixona por ela. Eles passam um dia perfeito, tanto para ele quanto para Rhiannon, que não era muito correspondida por Justin. Ele sempre parecia não ligar para o relacionamento dos dois, e ela ficou feliz com a súbita mudança dele. Apesar das dificuldades, como o fato de A acordar todo dia em um lugar diferente e de Rhiannon não saber de sua existência, ele começa a tentar se encontrar com ela todos os dias.
Eu adorei esse livro! A história é muito bonita e eu gostei bastante da forma como o autor a contou. Ele conseguiu passar várias mensagens sem ficar jogando-as na cara do leitor. Você entende as mensagens sem perceber. Por mais que isso faça o livro parecer clichê, ele não é.
A leitura do livro fluiu muito rápido. Já que A acorda todo dia em um corpo diferente, a cada capítulo temos uma “história diferente”. Isso fez com que eu ficasse curioso durante todo o livro, pois não dava para saber o que aconteceria com A no dia seguinte. Não dava para saber se ele acordaria perto de Rhiannon, ou se ele teria problemas ao assumir o próximo corpo, etc.
Enquanto alguns capítulos são mais descontraídos, outros são mais sérios por abordar temas mais pesados. Inclusive, algumas dessas histórias me cativaram a ponto de me deixar curioso para saber o que aconteceria no dia seguinte.
A única coisa que me decepcionou foi o desfecho da história. O autor abriu uma brecha para dar uma explicação acerca da situação de A, mas não desenvolveu. Pra que começar se ele não iria terminar? Esse foi o único ponto que me incomodou.
O livro é ótimo e a escrita do autor é bastante envolvente. Recomendo a leitura.




