Brandon Sanderson
Mistborn
Mistborn: Nascidos da Bruma
O Herói das Eras
O Poço da Ascensão
resenha
The Final Empire
Resenha | O Poço da Ascensão (Mistborn: Nascidos da Bruma - Livro 2)
By João 6/17/2015 09:52:00 AM Brandon Sanderson , Mistborn , Mistborn: Nascidos da Bruma , O Herói das Eras , O Poço da Ascensão , resenha , The Final Empire
Título: O Poço da AscensãoTítulo Original: The Well of Ascension
Autor(a): Brandon Sanderson
Editora: Leya
Ano: 2015
Páginas: 720
Sinopse: Numa sucessão de golpes de sorte, Elend Venture subiu ao trono de Luthadel, a principal cidade do Império Final. Nos meses que seguiram a queda do Senhor Soberano e a dissolução de seu governo, o novo rei revolucionou as relações entre os skaa – a classe social inferior – e os nobres e atraiu a atenção dos diversos governantes das outras partes do grande império. Dentro das muralhas de Luthadel, o perigo espreita de todos os lados. Assassinos de aluguel alomânticos ameaçam a vida do rei, a desconfiança generalizada faz a população temer pelos rumos da cidade e desejar o retorno do Senhor Soberano, e um inverno inclemente se aproxima. Elend, Vin e o bando de Kelsier tentam a todo o custo manter o controle, mas os piores inimigos ainda estão por vir. Reviravoltas e surpresas marcam este segundo volume da trilogia Mistborn. O destino de todo o Império Final está envolto nas brumas, e apenas uma força sobrenatural será capaz de desvendar os mistérios que assolam seus habitantes.
O texto contém spoilers grandes da trama do primeiro livro. Confira a resenha do primeiro volume e entenda melhor do que se trata a trilogia.
Mistborn foi uma das melhores surpresas literárias que tive no ano passado e a ansiedade para ler o segundo volume da série estava imensa. Assim que recebi, devorei o livro e posso afirmar que essa já é uma das minhas séries favoritas e que Brandon Sanderson é um dos melhores escritores de fantasia da atualidade.
Após o chocante final do primeiro volume, com a queda do Império Final e a morte de Kelsier, eu não sabia o que esperar deste volume. Ao iniciar a leitura da trilogia, eu imaginava que a luta para derrubar o Senhor Soberano fosse durar boa parte dos três livros. Mas Brandon Sanderson tinha outro plano em mente. Tudo isso foi resolvido já no primeiro volume, deixando o leitor sem a menor ideia do que iria acontecer.
Mesmo que tenha optado por não seguir o caminho “óbvio”, o autor não deixa a narrativa perder o ritmo. E isso é incrível, pois mesmo as partes mais políticas da história, que são extremamente necessárias para o desenrolar da trama, não são chatas e maçantes. Logo de cara o livro te prende e você já não consegue mais largá-lo. Mesmo com um ano de intervalo entre as leituras, não fiquei perdido em relação ao que já havia acontecido. Brandon Sanderson consegue relembrar o leitor já nos primeiros capítulos.
O sistema mágico criado pelo autor é um dos grandes diferenciais da obra, principalmente aqui no segundo volume, onde o leitor já está acostumado e não fica perdido nas explicações. Outro quesito no qual o livro pontua é no de lutas. Brandon Sanderson é genial em descrever os movimentos dos personagens em batalhas, incluindo toda a “dobra” de metais que é realizada. As cenas são de tirar o fôlego e, literalmente, te prendem na leitura.
Nem preciso falar do quão incrível Vin é como protagonista, certo? O desenvolvimento dela foi perfeito e é demais ver o quanto ela cresceu desde o início da história. Nesse volume, sem Kelsier, ela passa por novas provações e continua mostrando o porquê de a gente amá-la tanto.
Obviamente que esses não são livros para serem lidos em um dia. O grande número de páginas exige um pouco mais de tempo. Mas isso não quer dizer que a leitura seja cansativa. A narrativa é super gostosa, divertida e bastante fluida.
Se você ainda não deu uma chance para Mistborn, resolva isso logo. É uma série de fantasia incrível, com personagens ótimos, trama bem bolada e, acima de tudo, muito bem escrita.
Mistborn foi uma das melhores surpresas literárias que tive no ano passado e a ansiedade para ler o segundo volume da série estava imensa. Assim que recebi, devorei o livro e posso afirmar que essa já é uma das minhas séries favoritas e que Brandon Sanderson é um dos melhores escritores de fantasia da atualidade.
Após o chocante final do primeiro volume, com a queda do Império Final e a morte de Kelsier, eu não sabia o que esperar deste volume. Ao iniciar a leitura da trilogia, eu imaginava que a luta para derrubar o Senhor Soberano fosse durar boa parte dos três livros. Mas Brandon Sanderson tinha outro plano em mente. Tudo isso foi resolvido já no primeiro volume, deixando o leitor sem a menor ideia do que iria acontecer.
Mesmo que tenha optado por não seguir o caminho “óbvio”, o autor não deixa a narrativa perder o ritmo. E isso é incrível, pois mesmo as partes mais políticas da história, que são extremamente necessárias para o desenrolar da trama, não são chatas e maçantes. Logo de cara o livro te prende e você já não consegue mais largá-lo. Mesmo com um ano de intervalo entre as leituras, não fiquei perdido em relação ao que já havia acontecido. Brandon Sanderson consegue relembrar o leitor já nos primeiros capítulos.
O sistema mágico criado pelo autor é um dos grandes diferenciais da obra, principalmente aqui no segundo volume, onde o leitor já está acostumado e não fica perdido nas explicações. Outro quesito no qual o livro pontua é no de lutas. Brandon Sanderson é genial em descrever os movimentos dos personagens em batalhas, incluindo toda a “dobra” de metais que é realizada. As cenas são de tirar o fôlego e, literalmente, te prendem na leitura.
Nem preciso falar do quão incrível Vin é como protagonista, certo? O desenvolvimento dela foi perfeito e é demais ver o quanto ela cresceu desde o início da história. Nesse volume, sem Kelsier, ela passa por novas provações e continua mostrando o porquê de a gente amá-la tanto.
Obviamente que esses não são livros para serem lidos em um dia. O grande número de páginas exige um pouco mais de tempo. Mas isso não quer dizer que a leitura seja cansativa. A narrativa é super gostosa, divertida e bastante fluida.
Se você ainda não deu uma chance para Mistborn, resolva isso logo. É uma série de fantasia incrível, com personagens ótimos, trama bem bolada e, acima de tudo, muito bem escrita.
Resenha | Mistborn: Nascidos da Bruma - O Império Final (Livro 1)
By João 5/03/2014 05:04:00 PM Mistborn , Mistborn: Nascidos da Bruma , O Império Final , resenha , The Final Empire
Título: Mistborn: Nascidos da Bruma - O Império Final
Título Original: Mistborn: The Final Empire
Autor(a): Brandon Sanderson
Editora: Leya
Ano: 2014
Páginas: 608
O plot principal da história é o plano de Kelsier para derrubar o Senhor Soberano e o Império Final. Ele junta várias pessoas com diversas habilidades para ajudarem a colocar o plano em prática, que, desde o começo, é fadado ao fracasso por todos. É aí que conhecemos Vin, a outra protagonista da história. Ela era uma garota das ruas, submissa ao irmão, e que é recrutada por Kelsier por um motivo X, que eu não posso contar por ser spoiler. Ela é uma das melhores personagens femininas que eu conheço. Ao longo do livro, ela cresceu de uma forma incrível, fazendo jus ao posto de protagonista. E o que eu mais gostei nela: ela não é mimizenta e chata!
Voltando à história dos Nascidos da Bruma, pode parecer confuso o funcionamento desse sistema, mas, ao longo da leitura, você se acostuma e entende melhor. (Inclusive, a edição brasileira vem como uma tabela com os metais e os poderes que eles atribuem. Bem útil!) No começo do livro eu estava bem perdido com relação a isso, mas o autor conseguiu explicar os detalhes de forma excelente. Ele não parava a narrativa só para contar ao leitor como os poderes alomânticos funcionam, ele inseria as explicações nas cenas em que Kelsier estava utilizando os poderes.
O tamanho do livro pode assustar algumas pessoas, mas não deixe de lê-lo por causa disso. A leitura é um pouco demorada, mas é só por causa do tamanho mesmo, pois a narrativa em si é rápida e o livro não tem uma linguagem complicada. A escrita do autor também é ótima, no prólogo ele já conseguiu me prender e eu não queria mais largar o livro. Tanto as cenas de ação (que são ótimas), quanto as cenas em que o autor nos explica mais sobre o sistema político do Império Final são boas e prendem o leitor.
Título Original: Mistborn: The Final Empire
Autor(a): Brandon Sanderson
Editora: Leya
Ano: 2014
Páginas: 608
Sinopse: O que acontece se o herói da profecia falhar? Descubra em Mistborn! Certa vez, um herói apareceu para salvar o mundo. Um jovem com uma herança misteriosa, que desafiou corajosamente a escuridão que sufocava a Terra. Ele falhou. Desde então, há mil anos, o mundo é um deserto de cinzas e brumas, governado por um imperador imortal conhecido como Senhor Soberano. Todas as revoltas contra ele falharam miseravelmente. Nessa sociedade onde as pessoas são divididas em nobres e skaa – classe social inferior –, Kelsier, um ladrão bastardo, se torna a única pessoa a sobreviver e escapar da prisão brutal do Senhor Soberano, onde ele descobriu ter os poderes alomânticos de um Nascido da Bruma – uma magia misteriosa e proibida. Agora, Kelsier planeja o seu ataque mais ousado: invadir o centro do palácio para descobrir o segredo do poder do Senhor Soberano e destruí-lo. Para ter sucesso, Kel vai depender também da determinação de uma heroína improvável, uma menina de rua que precisa aprender a confiar em novos amigos e dominar seus poderes.
Nesse primeiro volume da trilogia Mistborn, conhecemos um lugar chamado Império Final, onde, há muito tempo atrás, o herói da profecia falhou e o Senhor Soberano conseguiu dominar o mundo. A história se passa mil anos após a vitória do Senhor Soberano e o mundo continua sob os comandos dele, que é imortal e tratado como um Deus. Essa sociedade é dividida em Nobres, que como o próprio nome sugere, são os ricos, e os skaa, pessoas pobres que, em sua maioria, são escravos.
É nesse contexto que conhecemos Kelsier, um ladrão que não está contente com a situação atual do Império Final. Ele quer pôr um fim no domínio do Senhor Soberano e liberar o skaa. Kelsier é um Nascido da Bruma, que são pessoas que conseguem ingerir e queimar metais, sendo que cada metal (oito, no total) agrega uma habilidade ao alomântico. Por exemplo, através da queima dos metais, eles podem aguçar os sentidos, ficarem mais fortes, e também podem empurrar e puxar os metais, usado esses poderes para sua locomoção.
O plot principal da história é o plano de Kelsier para derrubar o Senhor Soberano e o Império Final. Ele junta várias pessoas com diversas habilidades para ajudarem a colocar o plano em prática, que, desde o começo, é fadado ao fracasso por todos. É aí que conhecemos Vin, a outra protagonista da história. Ela era uma garota das ruas, submissa ao irmão, e que é recrutada por Kelsier por um motivo X, que eu não posso contar por ser spoiler. Ela é uma das melhores personagens femininas que eu conheço. Ao longo do livro, ela cresceu de uma forma incrível, fazendo jus ao posto de protagonista. E o que eu mais gostei nela: ela não é mimizenta e chata!
Voltando à história dos Nascidos da Bruma, pode parecer confuso o funcionamento desse sistema, mas, ao longo da leitura, você se acostuma e entende melhor. (Inclusive, a edição brasileira vem como uma tabela com os metais e os poderes que eles atribuem. Bem útil!) No começo do livro eu estava bem perdido com relação a isso, mas o autor conseguiu explicar os detalhes de forma excelente. Ele não parava a narrativa só para contar ao leitor como os poderes alomânticos funcionam, ele inseria as explicações nas cenas em que Kelsier estava utilizando os poderes.
O tamanho do livro pode assustar algumas pessoas, mas não deixe de lê-lo por causa disso. A leitura é um pouco demorada, mas é só por causa do tamanho mesmo, pois a narrativa em si é rápida e o livro não tem uma linguagem complicada. A escrita do autor também é ótima, no prólogo ele já conseguiu me prender e eu não queria mais largar o livro. Tanto as cenas de ação (que são ótimas), quanto as cenas em que o autor nos explica mais sobre o sistema político do Império Final são boas e prendem o leitor.
No meio do livro, a narrativa esfria um pouco perdendo o ritmo frenético, e foca mais no lado político da sociedade, mas não é por isso que o livro fica chato, pois o desenvolvimento desse lado político é necessário para que o plano de Kelsier vá para frente. Mas isso logo é “resolvido” e o autor já volta com mais cenas de ação incríveis, levando a um desfecho muito inesperado. O desfecho foi tão surpreendente, que eu não tenho ideia de que rumo a história vai tomar a partir de agora, levando em conta que ainda restam mais dois volumes até o fim da trilogia.
O Império Final é um ótimo livro e é mais do que recomendado! O autor mandou muito bem na construção dessa sociedade e criou um sistema mágico único. (Eu, pelo menos, nunca tinha visto algo parecido.) Mal posso esperar para ler o segundo volume da trilogia, The Well of Ascension, que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Confira também a resenha do segundo volume da série.
Me desculpem caso a minha explicação tenha ficado confusa, mas é assim mesmo, só dá de entender melhor esse sistema criado pelo autor durante a leitura.



