Quando um brilhante cientista, Dr. Franklin Hall, é sequestrado, o agente Coulson e seus agentes precisam correr contra o tempo para localizá-lo. Skye é a única esperança, mas o time atinge seu limite quando o plano inteiro vira de cabeça para baixo.
The Asset mostra que realmente Agents of S.H.I.E.L.D. é uma série que merece algumas tentativas para aceitação, mesmo continuando o estilo "vilão da semana" que eu tanto falei mal semana passada, esse ao menos nos mostra que o caso aqui é muito mais aberto e nos deu uma boa dica do que podemos esperar encontrar no futuro da série.
Muitos falam que Agents of S.H.I.E.L.D. tem o estilo Whedon, eu não podia comentar muito pois do mesmo só vi O Segredo da Cabana, DollHouse (sdds) e Vingadores, e desses três Agents of Shield só me lembrava Vingadores, fora o fato do Whedon gostar de atrizes parecidas para protagonizar e personagens nerds para povoar o lugar.. Mas aqui a escrita, os personagens, tudo me pareceram bastante com o que eu via em Dollhouse e acreditem, isso é ótimo.
A cena inicial é clichê e digna de um filme da Marvel (mentira, da fox, com magneto, O Confronto Final rsss) com um carro e eventualmente um caminhão, da S.H.I.E.L.D., levitando.. Descobrimos um home preso e somos levados ao ÔNIBUS, o avião. Skye aparece treinando para poder entrar em campo, e numa tentativa válida e funcional fizeram Ward tentar ensinar a ela como desarmar alguém e até deu pra esquecer que ele é insuportável, graças aos diálogos e falta de carisma do ator.
Os Agentes recebem um chamado para ir a cena onde ocorreu o início do episódio. Coulson encontra uma peça que é indentificada como Gravitonium e eles tem de resgatar Hall que foi "sequestrado". Descobrimos que Hall está em Malta e que eles não podem entrar no lugar por causa de um tratado internacional, e Skye aparece com um convite, é claro, por ser da Rising Tide.
Aqui tudo flui muito bem, Skye é guiada pela festa organizada por Ian Quinn. A personagem fica as sós com quinn é por um momento nos leva a pensar que iria trair a shield, principalmente depois do que vimos no fim do episódio passado, mas continua a ajudá-los. E é aí que Quinn coloca uma arma na cabeça dela que consegue escapar pulando na piscina.
Enquanto isso Coulson vai até Hall e descobre que ele quis ser sequestrado pois aí teria liberdade com sua descoberta, que vai mudando a gravidade da cena, pra mim Hall no episódio virou uma mistura de Doutor Octopus com Homem Areia, de Homem Aranha 2 e 3, e isso funcionou bem, apesar que é normal que origens de personagens de super heróis sejam repetitivas no geral.
Por fim Hall acaba caindo na sua máquina de gravidade e Ward salva Skye. Como conclusão no Ônibus, o avião, Skye e Ward começam a se entender e ela decide se juntar a equipe. Melinda May finalmente decide que vai querer estar no combate novamente na próxima missão, e aposto como veremos o que é lutar. E na cena pré créditos da semana: a Shield guarda num depósito/cofre a máquina de Hall que termina como GRAVITON!
O nível da série subiu bastante com esse episódio, é de se entender fazer episódios contidos até que a emissora determine o futuro da série, e considerando que os 5 primeiros foram filmados antes do piloto ir aí ar é fazer sucesso, eles vão ser bem fechados até o meio da temporada, mas é bom ver as sementes deixadas no caminho e espero mesmo ver o vilão voltar.
A melhora do diálogo é clara, o roteiro ainda está travado a um mini filme por episódio e pouco sérial mas expliquei o que acho sobre isso acima, as atuações ainda são o ponto fraco da série, porém personagens como Ward, Fitz e Simmons parecem terem se regulado ao universo Marvel sem exageros como nos episódios anteriores e por fim o episódio foi bastante agradável e me deu vontade de continuar com a série, coisa essa que tinha saído bastante depois do episódio anterior, 0-8-4.
A Entertainment Weekly postou uma entrevista com o diretor de Os Vingadores, Joss Whedon, que fala mais sobre Os Vingadores e seus futuros planos;
EW: Você descreveu Vingadores não como um grande filme mas como "um grande momento." O que você acha que poderia ter melhorado?
Whedon: Quando penso em um grande filme, eu penso em algo que foi tanto estruturado perfeitamente como Matrix ou amável como O Poderoso Chefão Parte 2. Existe uma casualidade na forma em que tudo se junta -não só as pessoas, mas cenas. Eu não acho que você olha para Os Vingadores e fala "É um exemplo de estrutura perfeita." Você diz, "Está funcionando." Eu gosto assim. Eu tenho orgulho dele e de suas imperfeições. A coisa com que eu mais me importei foi em fazer um filme de verão como os da minha infância, é a coisa que eu tentei.
EW: Você vai continuar depois de fazer Os Vingadores 2 com sua versão de Hamlet? que você está trabalhando a 15 anos? Eu soube que é sombria e controversa.
Whedon: Isto é um grande esforço, e não estou planejando grandes esforços. Eu sinto como se as coisas em Hamlet fossem mais enroscadas do que parecem. Não é mais sombria que nenhuma outra versão, em certos aspectos. Se tudo der certo como no plano atual, (Agents of) S.H.I.E.L.D. vai estar ai quando o filme (Vingadores 2) terminar e eu vou estar ocupado.
EW: S.H.I.E.L.D. é como os Rosencrantzes e os Guildensters do Universo Marvel, esses agentes agindo entre as ações. Qual o apelo deles?
Whedon: Todo mundo que já viu uma das minhas sérias sabe que eu adoro conjuntos; eu amo personagens periféricos. É basicamente a série de TV que passa no episódio "THE ZEPPO" de Buffy, que é uma desconstrução deliberada de um episódio de Buffy para dar atenção as pessoas que menos importavam. As pessoas ignoradas são as pessoas que eu escrevo como sendo meus heróis desde de o inicio. Com S.H.I.E.L.D, a ideia do Agente Coulson como um burocrata lidando Tony Stark é prazerosa e chega em algo que eu escrevo bastante -O homenzinho contra uma organização sem rosto. Agora alguem vai falar "Não é a S.H.I.E.L.D. uma grande organização sem rosto?"Com certeza, e é algo com o qual iremos lidar durante a série. Mas o que realmente me interessa é que existe um mundo de Super Heróis e Super-Estrelas, eles são celebridades, e esse é um mundo complicado -particularmente para quem não tem poder. Obviamente vamos ter brincadeiras hilarias, sexo e objetos tecnológicos que fazem com que as pessoas comprem quadrinhos. Mas sobre o que a série é realmente para mim, e o que Clark Gregg (Coulson) personifica: pessoas normais.
EW: Eu perguntei ao chefe da Marvel TV, Jeph Loeb, o quanto de independência os escritores da S.H.IE.L.D. tem na série, e ele disse, "Marvel não é uma livraria, é uma parceria" e eu fiquei todo "isso não soou como um muito!"
Whedon: Marvel é o estúdio com menos restrições que eu já vi. Eu não teria voltado se esse não fosse o caso. É como um acordo em família.
O Novo Vilão, Ultron, é um robô que tem poderes que incluem força super humana, velocidade, energia e voo. Humaniza-lo é um desafio?
Whedon: Não foi um desafio pois eu já sabia a muito tempo o que eu queria fazer com ele. Ele sempre tenta destruir os vingadores, maldito, ele não é um cara feliz, o que significa que ele é um cara interessante. Ele sente dor. E o modo como se manifesta não vai ser da forma de robô normal. Então tiramos alguns desses poderes pois depois de um ponto tudo se torna magia, e eu já tenho um personagem (Feiticeira Escarlate) que é uma bruxa. Você tem de ter cuidado com o lugar onde vai evocar esse cara. Como personagem eu amo ele pois ele é bem chateado.
EW: Você previu "Morte, morte e morte" para a sequência. Você pode matar um ícone da Marvel?
Whedon: Eu sempre brinco sobre isso. Uhn... Talvez? Mas eu tenho de ter uma boa rasão, uma grande sequência para os executivos da Marvel, "Vamos cortar essa franquia em potencial, legal!". Eles sabem assim como qualquer estúdio, que sem alguns sacrifícios, algum perigo real, o quão envolvente pode ficar? Nós não temos uma regra no quadro, mas não é nossa missão se perguntar "Quem vamos matar?". Tentamos fazer uma historia orgânica e seguimos em frente, "O quão difícil pode ficar para essas pessoas?" Você vai para o cinema ver pessoas que você ama sofrer -É por isso que você vai ao cinema. [Pausa] Você olhou como se não acreditasse em mim quando eu disso isso.
Durante a Comic-ConJoss Whedon, o diretor de os Vingadores comentou que o personagem Phil Coulson (Clark Gregg) não está nos primeiros rascunhos do roteiro da continuação. "Agora não é algo que eu estou querendo, pois já tem tanta coisa ocorrendo em Vingadores 2. Descobrir que Coulson está vivo seria um outra historia "B" e eu já tenho muito no filme." Whedon comentou sobre uma possivel aparição de Nick Fury (Samuel L. Jackson) na sua nova serie de TV, Agentes da S. H. I. E. L. D. Ele falou que precisam andar numa linha tênue ao juntar o filme e a serie para que as pessoas não pensem: "Eu não preciso ver o filme, pois vi na tv".
Agents of S. H. I. E. L. D. chega a tv americana no dia 24 de Setembro no canal ABC, no Brasil se espera que a serie chege no inicio do próximo ano pelo canal Sony. Vingadores 2: Era de Ultron (The Avengers: Age of Ultron) chega aos cinemas em 2015.