Resenha | A Guerra (Mundo em Caos - Livro 3)
By João 8/14/2014 10:14:00 PM A Guerra , Monsters of Men , Mundo em Caos , Patrick Ness , resenha
Título: A Guerra
Título Original: Monsters of Men
Autor(a): Patrick Ness
Editora: Pandorga
Ano: 2013
Páginas: 544
Ano: 2013
Páginas: 544
Sinopse: Três exércitos marcham em Nova Prentisburgo, cada um tentando destruir os demais. Todd e Viola se vêem presos no meio do conflito, sem possibilidade de fuga. Depois que as batalhas começam, como eles poderiam interromper a luta? Como eles poderiam estabelecer a paz sendo eles a minoria? E, se a guerra transforma homens em monstros, que terríveis escolhas os esperam?
Confira as resenhas dos dois primeiros volumes da trilogia clicando aqui.
A Guerra é o terceiro volume da trilogia Mundo em Caos que, apesar das expectativas altas, não decepcionou. Patrick Ness conseguiu manter o nível apresentado nos outros dois volumes e deu um ótimo final para a história.
Assim como em A Missão, neste volume temos os pontos de vista de Todd e Viola, o que deixa a história com uma boa fluidez. A escrita do autor também colabora com isso. Por mostrar, basicamente, os pensamentos dos personagens, a narrativa é bastante rápida e envolvente.
O plot em si também não decepcionou. O autor não enrolou em nenhum momento e seguiu a história como deveria, com o ritmo frenético apresentado nos outros volumes. As mais de quinhentas páginas passaram voando. Esse é o tipo de livro que você lê sem perceber o tempo passando.
Como dito anteriormente, como final de uma trilogia, A Guerra não decepcionou. O ritmo da narrativa é ótimo, cheio de acontecimentos que não te deixam largar o livro. Nele, também temos aquele típico clima de último livro, em que tudo pode acontecer.
Outro ponto do qual eu já havia falado nas outras resenhas é o desenvolvimento dos personagens. O autor conseguiu fazê-lo de forma incrível. Tudo que acontecia, desde o primeiro livro, deixava marcas nos personagens e não acontecia só por acontecer. E agora, ao final do terceiro livro, isso fica ainda mais claro.
Recomendo demais não só este livro, mas a trilogia inteira. São livros pelos quais você não dá nada ao ler a sinopse, mas que te surpreendem. E muito.


Resenha | A Missão (Mundo em Caos - Livro 2)
By João 7/05/2014 04:56:00 PM A Missão , Mundo em Caos , Patrick Ness , resenha , The Ask and the Answer
Título: A Missão
Título Original: The Ask and the Answer
Autor(a): Patrick Ness
Editora: Pandorga
Ano: 2012
Páginas: 492
Título Original: The Ask and the Answer
Autor(a): Patrick Ness
Editora: Pandorga
Ano: 2012
Páginas: 492
Sinopse: Nós estávamos na Praça, na praça onde eu iria correr, segurando ela, carregando ela, dizendo-lhe para permanecer viva, permanecer viva até que nós estivéssemos seguros, até que chegássemos ao paraíso, assim, poderiam salvá-la - mas não havia nenhuma segurança, nenhuma segurança em nada, havia apenas ele e seus homens... Fugindo anteriormente de um exército implacável, Todd deixou Viola ser desesperadamente ferida direto nas mãos de seu pior inimigo, o prefeito Prentiss. Imediatamente separado de Viola e preso, Todd é forçado a aprender os caminhos da nova ordem do prefeito. Mas que segredos se escondem fora da cidade? E onde está Viola? Ela ainda está viva? E qual é a misteriosa resposta? E então, um dia, as bombas começam a explodir... "A Missão" é um romance tenso, chocante e profundamente comovente de resistência sob a pressão mais extrema. Este é o segundo título da trilogia "Mundo em Caos".
Essa resenha contém spoilers do primeiro livro da série. Confira a resenha de O Motivo clicando aqui.
A Missão continua a história após a reviravolta vista no livro anterior. Todd e Viola descobrem que não havia exército nenhum atrás deles e que tudo aquilo era uma armação do Prefeito Prentiss para pegá-lo. Ambos são capturados e é a partir do ponto de vista dos dois que é contada a história, diferente do primeiro livro, onde só víamos o ponto de vista de Todd.
Essa série foi uma das grandes surpresas literárias que eu tive nesse ano. Ao ler a sinopse, a história parece ser extremamente boba e você não dá nada por ela. E é aí que o autor surpreende o leitor. Ele deu seriedade à trama e desenvolveu os personagens de forma magnífica. No primeiro livro o personagem principal já havia amadurecido bastante, e o autor continua trabalhando isso neste segundo volume.
Nesse livro também é possível saber mais detalhes sobre o mundo no qual a história acontece. Ainda faltam algumas respostas, mas nesse volume o leitor já está acostumado e entende melhor o contexto geral. Em A Missão, você já aceita melhor o que está acontecendo e não fica tão perdido.
Apesar de terem somente cerca de treze anos, os personagens passam por situações inimagináveis. E o autor não os poupa. Cada vez mais eles se metem em situações ainda piores. Isso contribui muito para o desenvolvimento dos personagens. Você consegue ver isso ao longo de todo o livro, pois tudo que acontece deixa uma marca neles e os ensina algo.
Patrick Ness também dá ao livro um ritmo frenético. A linguagem informal que é usada e a grande quantidade de diálogos que o livro tem contribuem para isso, mas a narrativa também é ótima. O autor te surpreende durante o livro inteiro, às vezes, mudando a situação dos personagens em um piscar de olhos, fazendo com que a história tome rumos inimagináveis.
Resenha | O Motivo (Mundo em Caos - Livro 1)
By João 5/17/2014 06:23:00 PM Mundo em Caos , O Motivo , Patrick Ness , resenha , The Knife of Never Letting Go
Título: O Motivo
Título Original: The Knife of Never Letting Go
Autor(a): Patrick Ness
Editora: Pandorga
Ano: 2011
Páginas: 447
É bem interessante entrar nesta história sabendo o mínimo possível sobre ela, por isso não vou me aprofundar muito no plot principal do livro e nem explicar muito como é esse mundo no qual Todd vive. Pelo fato de o próprio personagem não ter noção nenhuma do que está acontecendo, durante a leitura você fica bastante perdido e vai descobrindo as coisas junto com ele. Por isso, durante quase todo o livro, você não sabe o que vai acontecer e o que aguarda Todd mais a frente. Isso chegou até a me incomodar um pouco, porque nem o próprio Todd sabia direito como o mundo dele havia se tornado o que se tornou, então eu fiquei bastante confuso durante uma parte do livro. A história vai seguindo e você só tem que aceitar o que está sendo contado, sabendo que você só vai saber se aquilo é verdade mais para frente.
Apesar de ter me incomodado um pouco, foi justamente o fato de você não saber direito o que está acontecendo que me fez não querer largar o livro. Eu só queria ler tudo de uma vez para entender o que estava acontecendo. A escrita do Patrick Ness é bem simples, o que torna a leitura bastante rápida. E ele também usa uma linguagem coloquial, inclusive com algumas palavras escritas erradas propositalmente, da forma que o protagonista acha certo. Por exemplo, no livro vemos vários “dimais”. Isso dá um toque de realidade à história, e pode incomodar um pouco, mas é só se acostumar.
Patrick Ness construiu ótimos personagens. O autor soube desenvolvê-los de forma sensacional e foi fácil demais me apegar a eles, principalmente ao Manchee, o cachorro de Todd. (Ah, os animais também falam nesse mundo criado pelo autor. Outra coisa que parece ser bizarra, mas que é explicada ao longo da leitura. Lembre-se: leia e vá aceitando o que o autor está lhe dizendo.)
A trama também foi bem desenvolvida pelo autor e ele soube montá-la de forma a não deixar nenhuma parte entediante. Os obstáculos pelos quais Todd tinha que passar foram bem “posicionados” na história, deixando o leitor sempre atento. Em alguns momentos esses desafios foram meio repetitivos, às vezes, o mesmo inimigo voltava do nada e dava a impressão de que ele só estava lá para encher linguiça. Mas não foi essa a intenção do autor, porque, como fica claro depois, esse personagem realmente era importante para a história.
O final do livro também é ótimo. Quando você pensa que tudo estava certo e que o livro iria terminar de um jeito “tranquilo”, a autor joga uma bomba na sua cara, te surpreende, e abre várias novas possibilidades para a sequência.
Título Original: The Knife of Never Letting Go
Autor(a): Patrick Ness
Editora: Pandorga
Ano: 2011
Páginas: 447
Sinopse: Todd Hewitt é um garoto de doze anos, o último menino de Prentisstown, uma cidade de homens. Ele vive em um mundo cheio de "ruído" em que os pensamentos privados de todo homem e animal são audíveis. Em um mês ele estará com treze anos e será um homem. Mas a cidade está mantendo segredos para ele, segredos que vão forçá-lo a fugir do prefeito e dos homens de Prentisstown junto com seu cachorro e a primeira garota que ele já conheceu. A cada página, o leitor ficará cada vez mais ligado a Todd e Viola, com sua história de amizade, e sentirá afeição genuína por Manchee, cão e ajudante de Todd, cujo comportamento é hilário e comovente. Na sua essência, é uma história sobre um garoto forçado a crescer rapidamente em um mundo de ruínas em loucura e armado apenas com sua convicção de fazer a coisa certa para ajudá-lo a sobreviver. Todd vive em um mundo onde um germe matou todas as mulheres, um germe que deixou os homens loucos, o germe que significou o fim dos spackles quando a loucura dos homens colocou as mãos numa arma.
O Motivo é o primeiro volume da trilogia Mundo em Caos e conta a história de Todd Hewitt, que está prestes a completar treze anos e que mora em mundo bem diferente do nosso. Em Prentissburgo, sua cidade, todo mundo escuta o pensamento de todo mundo, ou, como isso é chamado na história, o Ruído de todo mundo. Ele é o último garoto da sua cidade, e por causa disso as pessoas mais velhas guardam vários segredos dele e ele não sabe de nada do que está acontecendo.
É bem interessante entrar nesta história sabendo o mínimo possível sobre ela, por isso não vou me aprofundar muito no plot principal do livro e nem explicar muito como é esse mundo no qual Todd vive. Pelo fato de o próprio personagem não ter noção nenhuma do que está acontecendo, durante a leitura você fica bastante perdido e vai descobrindo as coisas junto com ele. Por isso, durante quase todo o livro, você não sabe o que vai acontecer e o que aguarda Todd mais a frente. Isso chegou até a me incomodar um pouco, porque nem o próprio Todd sabia direito como o mundo dele havia se tornado o que se tornou, então eu fiquei bastante confuso durante uma parte do livro. A história vai seguindo e você só tem que aceitar o que está sendo contado, sabendo que você só vai saber se aquilo é verdade mais para frente.
Apesar de ter me incomodado um pouco, foi justamente o fato de você não saber direito o que está acontecendo que me fez não querer largar o livro. Eu só queria ler tudo de uma vez para entender o que estava acontecendo. A escrita do Patrick Ness é bem simples, o que torna a leitura bastante rápida. E ele também usa uma linguagem coloquial, inclusive com algumas palavras escritas erradas propositalmente, da forma que o protagonista acha certo. Por exemplo, no livro vemos vários “dimais”. Isso dá um toque de realidade à história, e pode incomodar um pouco, mas é só se acostumar.
Patrick Ness construiu ótimos personagens. O autor soube desenvolvê-los de forma sensacional e foi fácil demais me apegar a eles, principalmente ao Manchee, o cachorro de Todd. (Ah, os animais também falam nesse mundo criado pelo autor. Outra coisa que parece ser bizarra, mas que é explicada ao longo da leitura. Lembre-se: leia e vá aceitando o que o autor está lhe dizendo.)
A trama também foi bem desenvolvida pelo autor e ele soube montá-la de forma a não deixar nenhuma parte entediante. Os obstáculos pelos quais Todd tinha que passar foram bem “posicionados” na história, deixando o leitor sempre atento. Em alguns momentos esses desafios foram meio repetitivos, às vezes, o mesmo inimigo voltava do nada e dava a impressão de que ele só estava lá para encher linguiça. Mas não foi essa a intenção do autor, porque, como fica claro depois, esse personagem realmente era importante para a história.
O final do livro também é ótimo. Quando você pensa que tudo estava certo e que o livro iria terminar de um jeito “tranquilo”, a autor joga uma bomba na sua cara, te surpreende, e abre várias novas possibilidades para a sequência.




