Crítica | A Série Divergente: Insurgente
By João 3/20/2015 04:46:00 PM crítica , Divergent , Insurgent

O longa é o segundo filme da franquia inspirada na trilogia literária de Veronica Roth: Divergente, Insurgente e Convergente. Na sequência, acompanhamos Tris (Shailene Woodley) e Four (Theo James), transformados em inimigos públicos. O governo é personificado na imagem de Jeanine Matthews (Kate Winslet), que busca fazer uma limpeza em toda a sociedade daqueles que são “Divergentes”, por esses apresentarem ameaça ao mecanismo de facções instalado, que nada mais é que uma ditadura mascarada.
É com essa premissa que voltamos à saga de Tris Prior, que nesse segundo filme se mostra bem mais forte e dura que no primeiro, depois de algumas cicatrizes e perdas, ela é forçada a um amadurecimento precoce. Quanto ao Four, ocorre o contrário, ele está mais ameno, menos pedra, e bem mais claramente apaixonado pela Tris. A atuação e sintonia dos dois estão muito boas, e é um casal que dá vontade de torcer, apesar da história deles (como casal) ser absurdamente sem graça.
O livro “Insurgente” é definitivamente melhor que “Divergente”, por isso se esperava que a adaptação cinematográfica também ficaria milhões de vezes melhor, como ocorreu na saga “Jogos Vorazes”, mas, infelizmente, a troca de diretor não foi benéfica.
Em “Divergente” fizeram um filme bem legal de um livro mediano, em “Insurgente” poderiam facilmente fazer um filme incrível de um livro muito bom, mas optaram por mudanças bruscas no enredo, coisa que eu até levo numa boa quando mantém a essência e serve para dinamização da história, mas a partir do momento que simplesmente ignoram personagens, acrescentam cenas desnecessárias em detrimentos de cenas que seriam incríveis de assistir, além de modificar completamente as razões e objetivos do antagonista, o filme se perde.
Mesmo analisando o filme como alguém que não leu (por opiniões que eu ouvi), o filme ficou um tanto vago, diálogos muito longos, e tudo meio repentino e corrido, além de personagens importantes como a Christina (Zoe Kravitz), Evelyn (Naomi Watts), Johanna (Octavia Spencer), Marcus (Ray Stevenson), que são de muita importância e participação foram completamente reduzidos à figuração, e os outros membros da audácia que se tornam amigos do casal protagonista, nem se fale! O filme simplesmente se restringiu a Tris e Four, um equívoco que abalou sem dúvida o aprofundamento na distopia, reduzindo o problema de uma sociedade a duas pessoas.
Apesar de tantos deslizes, o filme como um todo não foi ruim, apenas tinha material para ser bem melhor, mas é preciso destacar seus pontos altos como a cena do soro da verdade na Franqueza, as atuações tanto do Theo James como da Shailene Woodley foram bem emocionantes, em especial a dela. O Miles Teller consegue, com seu notável carisma e talento, fazer do Peter um personagem querido, ponto pra ele. Kate Winslet está ótima, como de costume (diferente do Caleb de Ansel Elgot que está ofensivo com uma péssima atuação, não sei a razão, já que ele é ótimo em "A Culpa é das Estrelas"). Os efeitos especiais estão muito bons, uma pena o 3D ser ridiculamente desnecessário.
Talvez o filme vá divertir mais quem não leu o livro, porque tem bastante ação, explosões, tiro, porrada, romance na medida certa. Agora para os fãs que esperavam alguma espécie de cópia do livro, ou pelo menos 80% parecido, podem esperar decepção, porque não é nenhum “Percy Jackson” da vida, mas com certeza, deixaram muita coisa de lado, focaram em outras e tomaram novos rumos. E que venha Convergente – Parte 1.

Resenha | Insurgente (Divergente - Livro 2)
By João 4/22/2014 04:19:00 PM Divergent , divergente , Insurgent , Insurgente , Resenhas , veronica roth
Título: Insurgente
Título Original: Insurgent
Autor(a): Veronica Roth
Editora: Rocco
Ano: 2013
Páginas: 512
Essa resenha contém spoilers do primeiro volume da série. Você pode conferir a resenha de Divergente clicando aqui.
Título Original: Insurgent
Autor(a): Veronica Roth
Editora: Rocco
Ano: 2013
Páginas: 512
Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.
Essa resenha contém spoilers do primeiro volume da série. Você pode conferir a resenha de Divergente clicando aqui.
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Após os eventos de Divergente, a Erudição está mais forte sob o comando de Jeanine. A caça aos divergentes continua, e Tris e Quatro seguem caminho até o complexo da Amizade em busca de abrigo. Esse é o panorama geral da história, não vou me aprofundar muito nesse ponto para não dar spoilers.
Nesse volume, como disse anteriormente, Tris, Quatro e companhia vão até o complexo da Amizade para fugirem de Jeanine. Diferente de Divergente, esse volume mostrou ao leitor um panorama maior da sociedade criada por Roth ao se passar em outros locais que não somente a sede da Audácia e da Abnegação. Logo no início do livro, eles já chegam nesse outro complexo, e foi interessante saber mais sobre as outras facções.
Outro ponto positivo deste livro foi o fato de que, ao contrário de Divergente, não tem treinamento, e sim, as coisas acontecendo de verdade. Não que as cenas de treinamento do primeiro livro sejam de todas chatas, mas me desagradou um pouco o fato de que a história “só foi para frente” nas últimas cem páginas. Como já falei, isso não ocorre em Insurgente, que já começa com eles correndo perigo de verdade.
O rumo da história em si também foi satisfatório, em minha opinião. Só achei que, talvez para aumentar a história, a autora deu uma enrolada básica fazendo os personagens darem voltas e mais voltas. Entendo que eles estavam em fuga e tudo mais, mas não deixei de ter essa impressão do livro.
Um pequeno problema que eu tive ao realizar a leitura foi ficar perdido no início do livro na primeira vez em que o li. Com o intervalo de leitura entre um livro e outro, eram tantos personagens e tantos acontecimentos importantes do livro anterior que estavam em questão em Insurgente que eu não me recordava muito bem, que demorou até eu entender direito o que estava acontecendo.
Outra coisa – nesse caso, quem – que me incomodou foi a Tris. Eu até que gosto dela, mas ela estava bem chatinha nesse livro. O romance dela com o Quatro, como visto no final do primeiro livro, agora é “oficial” e acho que esse foi o motivo de toda a chatice. Com os dois juntos para valer, o relacionamento deles como namorados passou a ser parte da história, com tudo que tem direito: brigas e etc. Mas esse não foi o problema. Apesar de toda a gravidade da situação deles, parece que a Tris focava demais nas discussões dela com o Quatro. Óbvio que o relacionamento era parte da vida dela, mas eu não gostei do foco dado a ele, principalmente em vista de todo o perigo que ela estava correndo devido a sua divergência.
Apesar desses detalhes, Insurgente foi uma boa leitura. Assim como no primeiro livro da série, foi uma leitura bastante rápida e com bastante ação. O rumo que a história tomou me agradou, e, devido ao final, a autora conseguiu me deixar curioso para ler o desfecho dessa trilogia.
Escolhido roteirista de Insurgente.
By João 5/08/2013 03:25:00 PM Adaptações , filmes , Insurgent , kate Winslet. , Noticias , shailene woodley , tris , writer
Postado por: Fernando Antônio
A Summit Entertainment já começou a planejar a continuação de divergente, Insurgente. O estúdio escolheu Brian Duffield como escritor da sequência. Divergente vai ser lançado no dia 21 de Março de 2014 e vai ser dirigido por Neil Burger. Tem seu elenco Shailene Woodley, Kate Winslet, Ray Stevenson, Jai Courtney e Maggie Q.


