Resenha | Perdido em Marte
By João 6/24/2015 10:33:00 AM Andy Weir , Matt Damon , Perdido em Marte , resenha , ridley scott , The Martian , topo
Título: Perdido em MarteTítulo Original: The Martian
Autor(a): Andy Weir
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 336
Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.
Pode parecer que um livro que se passa em Marte mostrando a sobrevivência de um único homem que lá se encontra seja chato e monótono. Mas não é isso que acontece em Perdido em Marte, romance de estreia de Andy Weir. Nele, acompanhamos Mark Watney, astronauta que acaba ficando em Marte após seus colegas de missão pensarem que ele havia morrido.
É a partir daí que a história se desenrola. Acompanhamos o protagonista utilizando seu conhecimento e o equipamento disponível para sobreviver. O livro tem bastante embasamento científico e ele realmente explica o que está fazendo para que o oxigênio não acabe ou para estabelecer contato com a NASA. Mas isso não torna a leitura chata ou lenta. O autor sabe trabalhar esse lado da obra de forma a não deixá-la tediosa.
Isso se dá, em grande parte, pelo bom humor do protagonista. Apesar de estar sozinho no planeta vermelho, ele é divertidíssimo. O livro é narrado, em sua maioria, em primeira pessoa, pelo ponto de vista de Mark. Mesmo quando a situação estava nada favorável, a forma como ele contava tudo era divertida. Esse, com certeza, foi um dos pontos positivos da obra. A leitura é leve, rápida e engraçada. Algumas passagens chegam a ser hilárias devido ao sarcasmo e ironia do protagonista.
Em certo ponto, passamos a acompanhar a equipe que está trabalhando na Terra para resgatar Mark. (Isso não é spoiler, OK?) Essa adição de ponto de vista deu uma boa dinâmica para a história. Mesmo a trama já estando interessante somente com o que estava acontecendo em Marte, ver o que se passava na Terra só deixou a história ainda melhor.
O livro é mais do que recomendado, principalmente para quem procura uma trama surpreendente e que prende o leitor até o final. Além de ser uma leitura tranquila, é bastante engraçada e diferente do que estamos acostumados a ver ultimamente.
PS: O livro será adaptado para o cinema! Matt Damon interpretará Mark no longa que tem estreia no Brasil marcada para 25 de novembro deste ano. A direção fica por conta de Ridley Scott.
Crítica | Êxodo: Deuses e Reis
By João 12/17/2014 06:08:00 AM Christian Bale , critica , crítica , Deuses e reis , êxodo , exodus , filme , Moisés , ridley scott , topo
Em 2014 tivemos dois filmes bíblicos de grandes estúdios. O primeiro foi Noé (Paramount) de Darren Aronofsky que decidiu ir num misto de criacionismo e evolucionismo para contar a sua história e agora temos Êxodo: Deuses e Reis (Fox) que decide ir por uma rota alternativa mais científica. Tinha esperança e expectativas que por ser um épico veria o retorno de Ridley Scott a um trabalho como foi Gladiador (2000), vencedor de melhor filme do Academy Awards. Todavia a história contada aqui até pode ser de um evento épico, mas é mostrada de um jeito totalmente anti-épico (e anti-climatico), sendo uma recontagem monótona do êxodo da Bíblia.
O longa é um estranho erro que saiu da sala de edição. Mesmo com diversos acontecimentos rápidos o filme não tem ritmo, a passagem de tempo é estranha e não usa o tempo que tem de forma coesa. A fraca escrita requisita que os personagens digam a todo instante o que está acontecendo e mesmo com essa exposição o filme ainda parece confuso. Personagens são introduzidos a todo momento para fazer a história andar e acabam largados sem importância como é o caso de Tuya, personagem de Sigourney Weaver (Alien), Zipporah, a mulher de Moisés interpretada por Maria Valverde (Libertador) e principalmente a irmã de Moisés vivida por Tara Fitzgerald (Game of Thrones) que desaparece após uma importante cena emocional.
O próprio Moisés (Christian Bale) parece um estranho, muitas vezes apático, um pouco louco, frio e totalmente inconsistente o que nós deixa com a dúvida se isso foi proposital, uma má escrita, uma direção confusa ou uma fraca atuação (provavelmente uma mistura de tudo). O antagonista Ramsés, vivido por Joel Edgerton, parece só ter uma expressão e não passa emoção quando o roteiro, por milagre, o permite demonstrar. A verdade é que o filme é uma verdadeira viagem à distância sob o êxodo da Bíblia, nunca se aprofundando em nada em particular, muito menos em seus personagens como foi o caso de Noé.
Visualmente o filme também não impressiona, só que também não faz mal uso dos efeitos, que não estão exagerados como a maioria poderia esperar (O 3D foi uma grata surpresa com uma boa profundidade). Existem algumas tomadas intencionalmente artísticas que até seriam interessantes, se já não tivessem aparecido em outros filmes do mesmo estilo. Tal como a direção de arte, a trilha sonora, que tinha tudo para ser um acerto, terminou bastante "usual" e sem personalidade e isso é meio imperdoável em um filme que poderia se valorizar da riqueza da cultura egípcia/hebraica. A maquiagem e vestes dos personagens são uma das poucas coisas que estão no ponto certo.
O fato é que Hollywood ainda precisa aprender (ou reaprender) como tratar o gênero, que independente da cultura, tem de funcionar por si só como filme e esse não foi o caso de Êxodo: Deuses e Reis, que terminou perdido e vazio. Se quiser ver um filme contando a história de Moisés existe alternativas melhores como a animação Príncipe do Egito de 1998 da Dreamworks ou Os Dez Mandamentos de Cecil B. Demille (1956). Scott é conhecido por fazer 'edições de diretor' para seus filmes e já andou comentando por aí que tem planos para Êxodo, coisa que termina sendo algo mais essencial que complementar como deveria, e é uma pena que assim seja já que com 150 minutos havia tempo o suficiente para fazer algo melhor.
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The Counsellor | Novo filme de Ridley Scott com muitas estrelas ganha teaser
By João 6/26/2013 01:12:00 PM brad pitt , cameron diaz , Diversos , filmes , javier bardem , Michael Fassbender , Noticias , penelope cruz , ridley scott , the counsellor , Vídeo
http://www.youtube.com/watch?v=8FX1bn1U-SY&feature=youtu.be&hd=1
Em The Counsellor, novo filme dirigido por Ridley Scott, Michael Fassbender vive um advogado que, em busca de dinheiro extra, acaba se metendo em uma negociação de drogas. Como era de se esperar, as coisas fogem de controle e o protagonista tem que lutar por sua sobrevivência.
O filme também conta com os nomes de estrelas como Brad Pitt, Pénelope Cruz, Cameron Diaz e Javier Bardem.
Postado Por: Lara Gutierrez
Em The Counsellor, novo filme dirigido por Ridley Scott, Michael Fassbender vive um advogado que, em busca de dinheiro extra, acaba se metendo em uma negociação de drogas. Como era de se esperar, as coisas fogem de controle e o protagonista tem que lutar por sua sobrevivência.
O filme também conta com os nomes de estrelas como Brad Pitt, Pénelope Cruz, Cameron Diaz e Javier Bardem.



