Estante Cast #1 | Homeland, Doctor Who, AHS: Freak Show e Supernatural
By João 11/23/2014 06:59:00 PM american horror story , Doctor Who , Estante Cast , Freak Show , Homeland , Podcast , Séries , supernatural , topo , Vários
Review | Doctor Who - In the Forest of the Night (S08E10)
By João 11/01/2014 03:22:00 PM Doctor Who , In the Forest of the Night , Review , S08E10

Esse foi um episódio muito bom, um filler sem dúvida mas foram tantos os fillers que eles todos devem fazer parte do plot final. Então não vou mais reclamar disso, já que estamos tão próximos do finale, vou apenas apreciar a beleza que é esse episódio de Doctor Who. Fez o mesmo que já vinha sendo feito nos episódios anteriores: explorou a personalidade nova do Doctor e como as viagens afetam a relação de Clara com Danny; porém tudo isso é feito em cima de um plot extremamente bem pensado, mirabolante e a cara da série.
A comparação feita com o que está acontecendo e fabulas antigas é muito bem feita e dá mais um pouco de força a ideia de que as árvores estão ai para fazer algum mal, Maebh deixando rastros como em João e Maria e ela fugindo de lobos como Chapeuzinho Vermelho (o casaco vermelho faz todo o sentido), e Danny os salvando como o Cavalheiro que salva a donzela. Também vamos descobrindo que as arvores não podem ser queimadas e que, fazendo uma ligação com os eventos do Banco Karabraxos, tudo isso está acontecendo por causa de outra tempestade solar que dessa vez atingirá a terra. Maebh consegue ouvir o que as arvores “falam” e quando todos se juntam novamente, Doctor consegue se comunicar com o que quer que tenha feito as arvores surgirem pela Maebh, descobrimos que ela ouve pensamentos. Tudo indica que a tempestade solar destruirá a Terra e somente alguns podem se salvar no TARDIS.Review | Doctor Who - Flatline (S08E09)
By João 10/23/2014 05:44:00 PM Doctor Who , Flatline , Review , S08E09 , Séries
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| Sinopse: Separada do Doutor, Clara descobre uma nova ameaça de outra dimensão - mas, como se esconder quando nem as paredes servem de proteção? Com pessoas para salvar e o Doutor preso, Clara tem que enfrentar um inimigo que existe além da percepção humana. |
Quando eu digo que Flatline nos ajudou a enxergar melhor o caminho que vem sendo traçado durante a temporada, não me refiro apenas a aparição surpresa no final do episódio, mas também a forma como Clara age, pois a construção do arco dela foi outra coisa que começou a ficar mais nítido.
Desde Deep Breath nós podemos ver a evolução da personagem, e todo esse drama entre ela e o 12th - que muita gente tem reclamado - ajudou a chegar no que vemos aqui.
Devido a essa influência, já vemos uma grande mudança naquela menina assustada da temporada 7b em The Caretaker, e os indícios de que ela estava ficando viciada nessa vida na TARDIS já começaram a ser mostrados ali. Devido ao dilema de Kill the Moon, esse vício foi alimentado e como consequência, Clara foi se acostumando cada vez mais a vida de mentiras e a natureza fria do Doctor, tornando-a mais racional e menos emotiva. Tanto que, quando alguém morre aqui, ela não fica se lamentando; Pelo contrário, a companion age como o seu "herói" e não parece ligar pra isso - algo que, em uma época diferente, não seria o caso.Mas a "Doutora Oswald" ainda tem seus momentos como Clara, o principal é quando Rigsy, o seu companion da história, tenta se sacrificar para o bem maior e ela se recusa a aceitar isso. Ela também abraça sua capacidade aqui, e ao invés de ficar pensando no que o Doctor faria, quando se encontra em uma situação que o Time Lord não pode mais ajudar, ela se questiona sobre o que ela pode fazer.
Só que apesar de toda essa tensão e desenvolvimento "sombrio" da Clara, o episódio ainda consegue ter um clima equilibrado, e ter o Doctor na TARDIS encolhida contribui pra isso, porque é o que gera alguns dos momentos mais engraçados da temporada, aproveitando todo o humor visual da situação.
Aliás, mesmo com o Doctor preso, o plot faz questão de mante-lo presente durante todo o episódio, e uma vez que Clara consegue resolver o problema do encolhimento, ele volta a assumir seu papel como o "homem que impede os monstros", e os minutos finais são exclusivamente dele.
No entanto, quando tudo é resolvido, ele parece mais incomodado do que aliviado, e isso se deve a forma que Clara - que deveria ser a sua consciência e o seu lado bom -, se tornou tão semelhante a ele.
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| Aqui, a gente ainda vê o quanto o Time Lord tem aversão a própria imagem: "Você foi um Doctor excepcional Clara, mas bondade não tem nada a ver com isso." |
Primeiro quero dizer que mais uma vez Moffat jogou minhas teorias pela janela, e isso em apenas 5 segundos de cena e um frase! Mas enfim.
Missy deixou evidente ao final do episódio que se orgulha da forma que Clara tem agido. Para ela, Clara foi a escolha ideal, fazendo parecer com que toda essa mudança na companion já tivesse sido planejada, e nos levando a crer ainda mais que ela tem certa influência sobre o que ta acontecendo -como já estava subentendido desde Deep Breath.
O arco da temporada então fica mais claro a cada episódio, as peças continuam se juntando e a finale só vai acumulando expectativa. De fato Flatline foi muito mais importante do que parecia e novamente a 8ª temporada merece elogios pelo seu planejamento, triste é ver que pouca gente tem notado isso.
Obs 1: Só pra acrescentar que uma das coisas que eu mais gosto da Clara é a sua moral, e não sei se to gostando do fim que esse arco dela vai ter
Review | Doctor Who - Mummy On The Orient Express (S08E08)
By João 10/17/2014 05:13:00 PM Doctor Who , Mummy On The Orient Express , Review , S08E08
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| Sinopse: Uma criatura mortal está perseguindo passageiros no mais incrível trem da história - uma vez que você a vê, você tem apenas 66 segundos de vida. Sem exceções, sem prorrogações. Enquanto o Doutor corre contra o relógio para derrotá-la, Clara o vê em sua forma mais mortal e cruel. Conseguirá ele derrubar a criatura? |
Em The Big Bang, finale da 5ª temporada, o 11th recebe um telefonema na TARDIS pedindo ajuda em um tal Orient Express. Na época, isso parecia apenas uma forma de encerrar o episódio, provavelmente era só uma desculpa para os Ponds decidirem ficar com o Doctor, mas eis que 4 anos depois, o Time Lord finalmente decide atender o pedido de socorro - o que não oferece apenas o retorno a uma situação antiga, como também dá a oportunidade perfeita para os roteiristas trabalharem no plot e o encaixarem no arco da temporada.
Apesar disso, eles não parecem agir como se fosse, e mesmo com a promessa de que será uma viagem tranquila, ambos acabam indo atrás de problemas quando percebem que há algo de errado no trem - cada um por conta própria. Aqui a gente também já começa a ver Clara reavaliando a ideia de parar com as viagens.
Um dos elementos mais usados nessa temporada, é o jeito que "espelham" algo ou alguém no Doctor pra destacar a sua natureza e dar um desenvolvimento mais cuidadoso ao personagem, e dessa vez esse conceito é usado na companion. Maisie, uma passageira do trem, é quem funciona como o reflexo de Clara aqui, e os diálogos entre as duas mostram como Clara luta com ideia de abandonar o Time Lord, mesmo que ela não admita isso. Sua tentativa em acalmar Maisie - que se sente culpada pela morte da avó depois de tanto desejar isso -, é só mais uma evidência desse seu conflito interno, e ainda ajuda a traçar todo o caminho para a decisão que ela toma ao final do episódio.
Are you my Mummy?
Embora o episódio foque mais na reconciliação, ele ainda consegue manter um equilíbrio entre esse plot e o da Múmia, e o mais legal disso é que ambos conseguem ser bem desenvolvidos mesmo que o Doctor e Clara estejam separados durante a maior parte do tempo.
Aliás, sem Clara por perto, o Doctor precisa de uma certa ajuda, e é aí que entra Perkins.
O engenheiro chefe do trem é o companion da vez aqui, e não digo isso apenas porque ele ajuda o Doctor a resolver o mistério, mas também porque ele age como um, porque ele interage com o Time Lord como se eles já viajassem há bastante tempo e entende como estar com ele funciona. É um pena que o personagem tão bom quanto ele não deve voltar a fazer uma aparição, porque mais uma vez durante essa temporada, temos um personagem secundário que nos faz torcer pra que fique mais tempo na série. Os outros também não são nada ruins, mas são necessárias algumas mortes para fazer com que a ameaça seja real, não é?
Gus, o computador, é a ameaça real aqui, um vilão invisível. Assim como o Doctor agiu como o Arquiteto em Time Heist, ele age aqui, manipulando todo o cenário. Sua forma de fazer com que os outros cooperem com ele não é nada agradável, e é interessante ver o quanto ele deixa o Doctor impotente - colocando o Time Lord em uma situação que o obriga a agir da forma mais fria possível, ativando seu modus operandi, por assim dizer.
Uma coisa que o 12th deixou claro desde Into The Dalek; Ele não vai sentar e se lamentar pelos mortos, quando ele tem ainda tem pessoas pra salvar. Esse complexo de Deus acabou! Ta na hora de ser racional. Durante o episódio ele segue essa linha de pensamento, e assim que os ataques começam, ele encara o fato de que não pode fazer nada, apenas aprender com a morte dos outros. É como ele diz pra Clara: As vezes as únicas escolham que você tem são as más, mas vocês ainda tem que escolher. Essa frase ainda aproveita pra mostrar o lado dele no final de Kill the Moon, e demonstra que essa sua frieza é apenas uma ferramenta para atingir os objetivos.A resolução do caso é simples e rápida, mas não é algo besta como o final de The Power of Three, que resolve o problema apenas apontando a sonic screwdriver. Pelo contrário, é até significativo, e usa mais uma vez o elemento do soldado, algo que assim como robôs, ta sendo recorrente na temporada. É quase certo que isso terá maior relevância mais tarde, afinal, o porque desse fascínio de Gus em descobrir como a "ressurreição" da criatura funciona? O Doctor ainda revela que o computador sempre tentou atraí-lo para o trem, que foi ele quem ligou pra TARDIS no final da 5ª temporada. Mas como ele sabia o número do Doctor? Ficou claro que alguém estava por trás dele, comandando tudo. Seria a mulher da loja? Missy? Não vamos esquecer que alguém não quer que Clara e o Doctor se separem, e qual foi a decisão final da companion depois de tudo? pois é...
Agora, sobre a decisão de Clara em ficar com o Doctor; isso foi mesmo um final feliz? Mummy On The Orient Express fechou um ciclo que se iniciou em The Caretaker e Clara admitiu que essa vida na TARDIS virou um vício. É ruim? Sim! Mas vício é vício, não é tão fácil assim de se largar. É como Perkins disse, esse tipo de vida pode mudar uma pessoa, e aqui começamos a ver que nem sempre é para melhor. Quando mentiu pra Maisie, já dava pra ver a mudança em Clara. A companion se parece com o Doctor cada vez mais, e no final ela própria foi um reflexo do Time Lord.
Obs: Sim, a review atrasou muito! Desculpem por isso.
Obs 2: Abaixo tem a versão completa do cover da cantora Foxes de Don't Stop Me Now, o clipe tem várias cenas dos últimos 4 episódio, pra quem se interessar.
Obs 3: A complexidade dos personagens nessa temporada <3

Review: Doctor Who - Kill The Moon (S08E07)
By João 10/08/2014 05:04:00 PM Doctor Who , Review , Séries
Antes de Kill The Moon ir ao ar, Steven Moffat tinha dito que esse seria um episódio com grandes ideias, adequadamente intenso, e, de certa forma, dramático; e que aqui, Capaldi nos lembraria que o Doctor não é um herói todo dia. Bem, agora podemos dizer que o que aconteceu foi bem perto do que ele prometeu. O Doctor realmente agiu de uma forma diferente da que os seus antecessores fariam, e o drama também tava presente na história. Grandes ideias? ai já depende do jeito que você vê as coisas. Mas vamos por partes.
O plot acompanha o Doctor, Clara e Courtney em uma viagem pra lua, onde eles acabam encontrando uma equipe de astronautas que tem a missão de explodi-la. Isso, porque ela está ganhando peso e sua gravidade já não é mais a mesma, prejudicando assim toda a vida na Terra. Ok, essa ideia inicial é interessante, não há como negar.
Os astronautas, no entanto, são desperdiçados, e diferente da maioria dos personagens secundários dessa temporada, eles não tem nada pra acrescentar, e a maioria morre logo de cara. A capitã, Ludvik, sobrevive, mas pra quem, como eu, esperava alguém no estilo Adelaide Brooke de Water of Mars, a decepção é grande. Courtney também não serve pra muito aqui, só que ao contrário do que parecia, a personagem não se mostra um estorvo. É possivel que ela tenha sido usada apenas pra mostrar a preocupação de Clara quanto a viagem, ou o lado insensível do Doctor, mas pelo menos ela oferece alguns bons momentos. De qualquer forma, não é importante, uma vez que você percebe que a história ta mais focada no Time Lord e na Clara.
Uma das coisas que faz a relação desses dois funcionar tão bem, é o fato de um ser totalmente o oposto do outro; algo que ta movimentando toda a temporada, e que tem dado uma dinâmica diferente pra série. E embora as vezes isso seja comum entre Doctor e Companion, quando se trata de Clara e do 12th, a coisa toda tem um outro significado, e esse episódio deixa essas diferenças ainda mais evidentes. A cada momento em que eles vão descobrindo algo sobre o problema da lua, a gente nota que eles reagem diferente e que Clara se esforça pra se manter firme; mas quando chegamos a conclusão, tudo desaba.
O plot desliza um pouco também, mas até dá pra aceitar (com muito esforço), afinal, é só um pretexto pra criar um "grande dilema", e quanto a isso, a coisa funciona.
É revelado que a Lua na verdade é um ovo, e por isso ela ta sofrendo alterações. Quando Clara questiona o Doctor, afirmando que a lua estava no futuro e que por isso nada de errado podia acontecer ali e, que se caso acontecesse, ele saberia, o Time Lord nega. Esse foi outro conceito interessante inserido na série, pois ele afirma que há momentos na história que ainda não foram decididos, e que por isso não teria como ele saber o resultado. O que estava acontecendo na lua, era um desses momentos.
Isso então os deixa com uma difícil decisão: Acabar com uma vida inocente para poupar o que restou da vida na Terra, ou deixar a criatura sobreviver e torcer pra que o seu "nascimento" não prejudique ainda mais os humanos. Mas quem poderia tomar uma decisão dessas? O Doctor acha que essa pessoa não é ele, e abandona Clara, Courtney e Ludvike para decidirem o futuro da própria raça.
Uma vez que esse dilema é resolvido, e a consciência de Clara impede a humanidade de explodir a lua - que vale lembrar, tiraria não só a vida da criatura ou a dela, como também a da capitã e a da sua aluna, já que as três foram deixadas pra trás -, o Doctor reaparece e nós chegamos ao verdadeiro ápice do episódio.
A reação dela foi a mais humana possível, e não tem essa de dizer que ela tava errada por ter reagido a tamanha pressão daquela forma, principalmente quando Doctor revelou que sabia que o nascimento da criatura não iria prejudicar a Terra. Ou seja, ele a colocou naquela situação atoa. Sem falar que não só a vida dela, mas também a de uma criança, que estava na sua responsabilidade, acabou sendo posta em perigo por causa desses joguinhos mentais. Caramba, ela quase não impediu a explosão, quase matou um bebê, por assim dizer, isso é muito pra uma pessoa só. E talvez o mais triste pra Clara é que, quando o Doctor tava enfrentando um dilema parecido em The Day of the Doctor, ela não foi embora, ela ficou do lado dele mesmo não podendo ajudar. Quando chegou a vez dele retribuir... Ele não precisava ajudar, mas não precisava abandonar.
Ah, e eu acho que eu já disse isso antes em alguma review, mas é necessário repetir: O 12th não agiu fora do personagem! Muitos continuam a apontar isso, dizendo que o 10th nunca faria isso, mas vamos lembrar que existiam outros 10 Doctors antes do Tennant, amigos.
Enfim, Kill The Moon merece créditos por tirar o público da zona de conforto que os Doctors de Matt Smith e David Tennant criaram, além de nos fazer perguntar se tudo ficaria bem no final. Eu tinha dito antes que The Caretaker havia sido o "change game" da temporada, que nada seria o mesmo depois dele; mas pelo visto, ele foi só uma preparação pra esse episódio, que foi o verdadeiro divisor de águas. É mais do que correto dizer que a relação de Clara e do 12th não vai ser mais a mesma a partir daqui, e nos faz perguntar: como os dois vão ser capazes de ficarem juntos depois disso? Tenham certeza que em Mummy on the Orient Express vai ter mais desse "Clara vs. Doctor".
Obs 1: Courtney não parava de chama Clara de Miss, ta certo que é assim que alunos chamam seus professores, mas é uma coisa que nos faz pensar. Miss... Missy... será?
Obs 2: Trilha sonora e cenários desse episódio merecem destaque, tavam incríveis.
Obs 3: Strax devia começar a ser levado a sério.

Review | Doctor Who - The Caretaker (S08E06)
By João 10/02/2014 07:58:00 PM Doctor Who , Review , S08E06 , Séries , The Caretaker

Gareth Roberts (The Lodger, Closing Time) é o responsável pelo roteiro, e como já é de costume nas suas histórias, ele usa o "humor emocional" como elemento principal, se encaixando perfeitamente com o episódio.
The Caretaker então começa como uma comédia, e acompanhamos o Doctor tendo que se disfarçar de zelador em Coal Hill - escola onde Clara trabalha -, pra investigar algo que pode ameaçar a segurança do lugar. Essa tal ameaça, no entanto, se torna apenas uma desculpa para fazer as duas vidas da companion se colidirem, criando assim a oportunidade perfeita para fazer a 'control freak' surtar de vez.
Esse cenário é o que fornece os melhores momentos do episódio, e não apenas por mostrar Clara se esforçando para manter as vidas separadas, mas também por colocar o Time Lord para provocá-la no seu trabalho e no dia-a-dia. A sequência de abertura retrata justamente isso, e é a mais divertida da série até agora. Também é legal ver nela que os dois ainda tem várias aventuras juntos, acabando com a crença de que Clara já ta desistindo das viagens na TARDIS. Porque veja bem, se ela for desistir não vai ser porque ela quer ter uma vida normal, como Amy inicialmente pensou em fazer; afinal, ela já tem uma. Aqui mesmo ela deixa claro que não vai abrir mão das viagens com o Doctor, então se ela for abandonar ele, vai ser por um bom motivo. Mas enfim, isso não é assunto para agora.Outra coisa que ajuda a dar o ar cômico pro episódio é ver o Time Lord tentando se passar por uma pessoa normal, algo em que ele falha miseravelmente. O cinismo do 12th é o que faz essa situação ainda mais engraçada, funcionando melhor com Capaldi do que com Smith ou Tennant. Só que se esse seu jeito bate com as personalidades de personagens como Clara ou Courtney - que aqui já ganha um certo destaque e a simpatia do Doctor -, o mesmo não pode ser dito de Danny Pink.
Quando ele finalmente descobre sobre o Doctor, dá pra perceber que a dinâmica de toda a temporada vai mudar a partir dali, fazendo de The Caretaker um episódio de "transição". A interação entre os dois não é nada agradável, e as discussões entre eles incomoda bastante, mas a reação do Danny é até aceitável, fazendo dele o único da relação namorado/companion/Doctor que se impôs, deixando claro que ele não nenhum bundão feito Rory ou um corno manso feito Mickey. A única coisa que realmente me incomoda nisso tudo é o "mind game" que ele usa pra fazer a Clara desistir das viagens. Talvez seja a paranoia que Moffat gosta de passar no público, mas eu não consigo confiar nele. Só que de qualquer forma, parece que ele só quer o bem da Clara, assim como o Doctor.
Ah, e devo acrescentar que realmente to gostando da relação criada entre o Doctor e companion. É legal ver que a interação entre eles virou algo fraternal, e também ver como o 12th se importa com a Clara (algo que não dava pra sentir com o 11th, por mais que eu gostasse dos dois juntos). Foi engraçado ver ele todo orgulhoso ao achar que ela tava namorando alguém parecido com sua regeneração anterior.Fechando o episódio, temos aquele momento pra deixar todo mundo com um ? na cabeça, tudo relacionado a Missy e a Terra Prometida, é claro. A cena, assim como nas outras vezes, foi totalmente inesperada, e acho que é correto dizer que ela quebrou quase todas as teorias criadas até agora, além de ter gerado outras várias. Na verdade, essa é que tem sido a graça desse "mistério da temporada", quanto mais a gente vê, menos a gente sabe; e quanto menos esperamos, damos de cara com algo relacionado ao arco. O único medo é que a coisa toda não seja tão interessante como parece (por favor que a Missy nao seja a River!), mas estando na mão do Moffat, acho que dá pra confiar.
Pra concluir, The Caretaker não oferece uma história em grande escala assim como seus anteriores, e como todos episódios de Gareth Roberts, ele é divertido sem precisar de ser muito analisado. É algo simples com um plot ainda mais simples, e que assim como Robot of Sherwood, serve para aliviar toda a carga que a temporada ofereceu até aqui. E pelo trailer do próximo episódio, isso era necessário.
- Um episódio inteiro se passando em Coal Hill e não teve UMA referência sequer a Susan, Ian ou Barbara. Babaquice isso, já que até a chatice da River ganhou menção.
- Teoria rápida: Deu pra perceber que robôs ta sendo um elemento bastante usado nessa temporada, e todas as mortes que levaram a tal da Nethersphere tiveram algo a ver com isso. [SPOILER] Na season finale ainda teremos os Cybermens [SPOILER] Acredito que isso não seja uma coincidência, e TALVEZ essa terra prometida seja algo parecido com a Biblioteca em que a River foi salva. A 7ª temp ainda deixou no ar que Clara e ela tinham uma ligação, o que pode dar significado aquela história de que a CAL seja um eco da companion.

Review: Doctor Who - Time Heist (S08E05)
By João 9/26/2014 02:15:00 PM Doctor Who , Review , Séries , Time Heist , topo


Promo do proximo episódio:
Review | Doctor Who - Listen (S08E04)
By João 9/18/2014 07:46:00 PM Doctor Who , Listen , Review , s08e04 , Séries

E se já é assim em momentos mais "leves", dá pra ter uma ideia de como é quando a intenção é realmente assustar, e a cena que se segue é, com toda a certeza, uma das mais aterrorizante de toda a série. Isso acontece quando se dá uma "forma" física ao Ser desconhecido da trama, e o melhor de tudo é que a sua natureza fica no ar, sendo oferecida a opção de que aquilo, na verdade, podia ser apenas uma criança pregando uma peça em outra, deixando o público tirar suas próprias conclusões. Outro destaque dessa cena é a forma como Clara lida com o pequeno Rupert (ou Danny), mostrando seu jeito com crianças e seu lado maternal que conhecemos lá na 7ª temporada, e perto do 12th, isso só entra em contraste. Mas apesar de ser mais seco, o Doctor também tem seu momento, encorajando Rupert com seu discurso de que "o medo é um superpoder" - sendo essa a primeira interação de Capaldi com uma criança na série, soando tão natural quanto Matt Smith.
Aqui nós ainda descobrimos a inspiração do garoto em ir para o exército, e como Clara teve influência nisso ao usar o 'Dan, o soldado' para acalmá-lo. É interessante notar o foco que a câmera dá no Doctor nessa cena, mais uma vez fazendo um paralelo com a imagem dele.
Moffat brinca mais uma vez com a ideia de deixar as coisas no ar aqui, e fica subentendido que Orson tem algum parentesco com Clara. O que é legal, porque ao mesmo tempo que isso pode ser uma prévia do destino dela, também pode ser outra coisa, já que o fato não é confirmado.
What’s that footstep following, but never passing by?
O que torna essa sequencia mais impressionante é a atuação de Peter Capaldi, porque você acredita naquilo, porque ele acredita.Quando ele grita com a Clara, e diz que ela não irá mais viajar com ele caso não entre na Tardis, você também percebe que não é uma ameça vaga. E isso é a melhor coisa do 12th, ele passa um sentimento que nenhum outro Doctor da série nova conseguiu passar, que é o de imprevisibilidade. Não dá pra dizer o que ele fará em seguida. Ao recitar o poema, você ainda consegue ver o olhar de "loucura" no seu rosto, e quando ele abre a porta... medo.
Em fato, o que guia o episódio é a seguinte pergunta: Do que o Doctor tem medo? E o que consagra Listen é a forma que Steven Moffat escolhe lidar com isso, fechando a história da forma mais significativa possível.
A cena da cabana é facilmente a mais bem escritas da série, sendo ao mesmo tempo chocante e emocionante. É nesse momento que descobrimos a fonte de todo a paranoia do Doctor e como ele está sujeito a sentimentos tão humanos.
O monólogo final de Clara além de tocante é quase um tributo do roteirista pra série, superando algo que eu nunca achei que seria possível, que é a sequência da "promessa" em The Day of the Doctor. Na verdade ele funciona quase que como um epílogo do especial de 50 anos. Afinal, o crucial dessa cena é que ela é direcionada para o garoto que não queria se juntar ao exército, mas que devido as circunstancias, acabaria se tornando o maior soldado que já existiu e que mais tarde, teria que enfrentar o dilema de destruir a própria raça e salvar o resto do mundo.
Não dá pra negar que a ideia de reutilizar a cabana que o War Doctor decidiu usar o Moment foi brilhante.
Ser a Clara ali também foi outra coisa que tornou essa cena tão especial (pelo menos pra mim). Alguns podem dizer que por ela estar muito envolvida com o passado dele, o foco da série passa pra ela, mas ao meu ver, isso só dá mais ênfase a imagem do Time Lord. Veja bem, nós já observamos que Clara sempre tenta trazer o melhor do Doctor a tona, e mesmo sabendo que ele tem falhas, pra ela, ele é um herói! Usar as próprias palavras dele para confortá-lo só reforçou isso, pois o discurso é baseado na forma que ela o vê, ela diz que tudo vai ficar bem, porque ela o conhece e sabe que vai.
Isso é basicamente aquilo que foi tratado em Robot of Sherwood: O Doctor inspira as pessoas a serem heróis em nome dele, e ao consolar a criança, foi isso que Clara foi aqui. Ela não foi uma influencia pra ele, ela foi um apoio.
Mas enfim... a construção do episódio é tão boa que se pode tirar várias coisas dela, e ainda oferece mais de um modo de se interpretar os eventos. Então pra resumir: Eis aqui uma das melhores histórias da série.
Obs: Pra quem diz que é impossível ir para Gallifrey no passado: A série clássica já estabeleceu que isso pode sim acontecer. A time-lock existe apenas para conter a Guerra do Tempo e os eventos que levaram a ela, algo que sempre ficou claro. Do contrário, o Valeyard - que surgiu depois da 12ª encarnação do Doctor - não teria conseguido ir para a época do 6th. Ou nenhum episódio em que vários Doctors se encontram em Gallifrey, seria canônico (o que não é o caso).
Obs 2: Muita gente também ficou confusa com o papo da academia, mas é aquilo mesmo. Time Lord não é a espécie, é um título. Só é um quem se forma na Academia de Gallifrey. Eles são a "elite" do planeta.

Resenha | Doctor Who: Shada
By João 9/11/2014 04:29:00 PM Doctor Who , resenha , Shada
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Review | Doctor Who - Robot of Sherwood (S08E03)
By João 9/08/2014 08:26:00 PM Doctor Who , Review , Séries , topo

- Uma "criatura" que trocou de partes tantas vezes que já não se reconhece mais;
- Um Dalek bom,
- E agora um herói que virou lenda.
Sua interação com Robin é o ponto forte aqui, se saindo melhor que a trama principal, e a química entre os atores é tão boa, que nos faz querer que o personagem de Tom Riley fosse algo permanente na série. A cena em que o Doctor, Clara e Robin estão presos nas masmorras é o maior destaque do episódio. E pra quem reclamava que o 12th não era divertido, Robot of Sherwood também mostrou o contrário.
Ainda nessa nave, temos um momento que não pode deixar de ser mencionado. Quando o Doctor está mostrando os registros da lenda do Robin Hood, temos um pequena referência a Patrick Troughton, o 2nd, que antes de estrelar Doctor Who, havia interpretado o arqueiro em uma série de Tv. Algo que pra muitos deve soar insignificante, mas para outros uma bela homenagem. A começar pela despedida de Robin Hood e Clara, e na forma que ela o convence a continuar lutando para ser o herói que ela sabe que ele é.
E logo em seguida a despedida dele e do Doctor. Aqui as semelhanças entre os dois ficam ainda mais evidente, e Robin destaca que embora ambos não sejam heróis, suas lendas farão que outros sejam em seus nomes. O que, de fato, é o que acontece com todas as companions. O Doctor não é um herói, ele já perdeu tantas pessoas que não consegue se ver como um, mas mesmo assim essa é a imagem que ele passa pra quem o acompanha. Foi isso que fez Clara se jogar em sua time stream, foi isso que fez ela conseguir um novo ciclo de regenerações pra ele. Ela o vê como um herói, quando na verdade ela que se tornou uma. Assim como Martha, Donna, Sarah Jane, Amy... Enfim.











